ENXERGAVA TUDO PRETO, PONTILHADO COMO SE TIVESSE CAIDO EM UM APARELHO FORA DO AR, CHAPISCADO CALEIDOSCÓPIO NEGRO DE VERÃO. SENTADA NO BARCO CONTINUEI IMÓVEL DE CORPO, POR QUE A MENTE TINHA A VORAZ ÂNSIA DE ESCREVER QUALQUER COISA, QUALQUER LINHA ABSURDA, DESNUDA, AGUDA , FELPUDA, CASACUDA, LÍRICA, TESUDA, CARNUDA, DUVIDOSA, ASQUEROSA, SEI LÁ...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

GOELARDENTE


goelardente goelardente goelardente
goelardente goelardente goelardente

Um hotel de infinitas facetas
corredores ignorando horizontes
Cada canto um arranjo peculiar
Chão de rabo de pavão, paredes discotecadas, aromas afrodisíacos exalados por plantas exóticas e tropicais,  pessoas cristalizadas em carros alegóricos, boás, marabús e estolas, lantejoulas, bolhas de sabão... é carnaval! (bad trip) quitutes da casa da vovó, barmans pretos, gregos, todos nus, ostentando suas oceânicas serpentes em bandejas e servindo drinks caleidoscópios em vidros coloridos.

Lá fora era só neve, tanta, que a paisagem era uma fotografia em papel couché branco brilhante – ruína da história que se passara.
Para mim ainda não há passado
O tempo insólito deita sobre mim sua gosmenta e movediça sombra
Confinei-me a viver para sempre, ali
isso...
se a reinvenção de algo que nunca vai deixar de ser
existir realmente

Jofrey, por favor:
um drink no inferno.